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Sou Elisyane Fontes, tenho 28 anos. Sou professora de artes e estou na na campanha da valorização do ensino da arte em nossas escolas.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Plano de Aula

O estágio supervisionado foi realizado no EMEF Costa Melo com a orientação da professora Helenizia. As aulas foram ministradas em três turmas no turno da manhã, respectivamente as que a orientadora era a professora . O inicio da experiência foi no dia 14/05 á 18/06, foram 5 aulas em cada turma. Na primeira semana foi realizado apenas um estágio de observação e nas semanas seguintes foi ministrado as aulas teóricas e práticas.
O Conteúdo e o plano foi seguido o da professora Helenizia, eu ( Elisyane) apenas ministrei algumas oficinas, ou aulas práticas, já o conteúdo a professora que ministrava.
Para os 5° anos A e B, o plano de aula escolhido tinha como objetivo conhecer e identificar o conceito e os elementos da arte, assim como os códigos das linguagens artísticas e executar e apreciar de forma reflexiva expressões artísticas. O conteúdo escolhido foi linha e construções ( tamanhos, formas, espessuras), e o estudo da cor ( cores primárias, secundárias, neutras, quentes e frias).
Para o 8° ano b o objetivo era conhecer e identificar o conceito de literatura em cordel e a gravura e também apreciar de forma reflexiva expressões artísticas. O conteúdo foi sobre a literatura de cordel e o estudo da gravura.
Abaixo está o modelo da tabela do plano de aula de uma das turmas que ministrei as aulas:





Emef Costa Melo


Professor: Elisyane Fontes Santos

Série: 8°ano

Turma: B

Período: manhã

Disciplina: Artes


Plano de Aula





Objetivos



ü  Conhecer e identificar o conceito de literatura em cordel e a gravura
ü  Executar e apreciar de forma reflexiva expressões artísticas.


Competências



ü  Compreender e identificar a Arte presente no cotidiano como expressão e comunicação.
ü  Expressar e saber comunicar-se em Arte mantendo uma atitude de busca pessoal e/ou coletiva valorizando a sua produção e a do outro.
ü  Articular a percepção, a imaginação, a emoção, a sensibilidade e a reflexão ao realizar e fruir produções artísticas.

Habilidades
ü  Observar, narrar, descrever, interpretar imagens, objetos, produções artísticas, fatos e acontecimentos. Conhecer, refletir e valorizar a história em quadrinhos.
ü  Expressar-se artisticamente através da interação com materiais, instrumentos e procedimentos variados.
Conteúdo


ü  Introdução ao Cordel
ü  A gravura





Cronograma



14/05:> 10h00min/ 4° horário
Conteúdo

Estagio de observação
Procedimentos
Observar o ensino de artes
Atividades

Materiais



21/05:> 10h00min/ 4° horário
Conteúdo

ü   Introdução ao Cordel

Procedimentos
ü  Aula expositiva

Atividades       
Formar versos
Materiais

28/05:> 10h00min/ 4° horário
Conteúdo

ü  Gravura
Procedimentos
ü  Aula expositiva com a utilização de recursos visuais impressos

Atividades
Formar versos


Metodologia


·         Aula expositiva, exposição de vídeo, resolução de exercícios, utilização de recursos visuais impressos e materiais didáticos.
·         Para cada conteúdo duas aulas com 50 min., para as aulas serem realizadas de forma teórica e prática:


1° aula teórica: 21/05
  • Breve contexto sobre a literatura do cordel
  • Apresentação de versos

2° aula prática: 28/05

  • Atividades: construir um verso de cordel


04/06:> 10h00min/ 4° horário
Conteúdo

ü  A gravura
Procedimentos
ü  Compreender a linguagem e os tipos de gravura
Atividades
ü  Apresentação de gravuras
Materiais


11/06:> 10h00min/ 4° horário
Conteúdo

ü  Gravura e o cordel
Procedimentos
ü  Compreender a relação das duas linguagens artísticas
Atividades
ü  Produzir um verso e uma matriz sobre Luiz Gonzaga
Materiais
ü  Papel, eva, tesoura, cola, isopor.


18/06:> 10h00min/ 4° horário
Conteúdo

ü  Gravura
Procedimentos
ü  Expor gravuras, xilogravuras e litogravuras impressas do livro de Gombrich
Atividades
ü  Elaborar um desenho para compor uma matriz de gravura utilizando o conceito de positivo e negativo.
Materiais
ü  Papel, lápis de cor e grafite.



Metodologia


·         Aula expositiva, utilização de recursos visuais impressos e materiais didáticos.
·         Para cada conteúdo duas aulas com 50 min., para as aulas serem realizadas de forma teórica e prática:


1° aula teórica: 04/06
  • Breve contexto sobre gravura
  • Apresentação de gravuras impressas

2° aula prática: 11/06

  • Atividades: dividir a turma em dois grupos, um grupo produz um verso e o outro uma matriz sobre Luiz Gonzaga.
3° aula prática: 18/06
·         Atividade: desenho em positivo e negativo para compor uma matriz.


Avaliação

Atividades artísticas


terça-feira, 13 de março de 2012

Dicas para os novos estagiários


Para vocês futuros professores visitem o site http://www.artenaescola.org.br/  que dispõe de alguns artigos que orienta o professor.
Estes artigos são interessante para se ler: 
Lendo obra de arte com desenho 
Profa. Dra. Maria Letícia Rauen Vianna - 2011-06-21

ESTÉTICA E EDUCAÇÃO DO OLHAR: ESPAÇOS PARA RESSIGNIFICAR
Ursula Rosa da Silva - ursula_ufpel@yahoo.com.br - 10/05/2010

A HISTÓRIA DO ENSINO DE ARTE NO BRASIL: DE ATIVIDADE À ÁREA DE CONHECIMENTO
Ursula Rosa da Silva - ursula_ufpel@yahoo.com.br - 10/05/2010
O texto abaixo refere-se a uma pequena parte do artigo SOBRE O DESENHO E A ARTE: Reflexões disponível no site arte na escola:


SOBRE O DESENHO E A ARTE: Reflexões
Dante Velloni

DESENHAR É FÁCIL ?

Desenhar é muito fácil! A gente desenha a todo o momento.
Eu estou desenhando estas letras. Eu estou desenhando estas palavras e linhas. Meu gesto é o próprio desenho no espaço. Meu passo, que me faz andar, cria desenhos instantâneos e efêmeros com meu corpo neste mesmo espaço. Compasso. Cadência da andança. A dança. O ritmo desordenado que compõe o perfil da cidade. O sky-line. As nuvens, os relâmpagos e os travões.

Então é noite. Meu canhão de laser invade infinitamente a intimidade do espaço cósmico. Corta a negrura da noite e seu contraste mostra o desenho feito de linha/luz e nada. Se o tudo (ser) já existe, eu prefiro desenhar o nada (não-ser). O nada é o resultado da soma de tudoimpulsionado pelo vir-a-ser. Portanto, eu contribuo com um pouco de tudo sempre que crio um pouco de nada. Logo, faço arte.

Meus olhos percorrem o vazio. O percurso feito pelos meus olhos desenha o nada. E se eu gravasse sobre uma superfície esse percurso, essa trajetória no vazio, para que outros também pudessem ver da mesma maneira que eu vi? Isto é o desenho.

Desenho é o registro visual das imagens que eu vejo ou imagino. Portanto, para mim, o desenho passa a existir a partir do momento em que começo a olhar e compreender a forma do objeto que vou desenhar. Depois, só preciso registrá-lo através da pressão de um material sobre uma superfície. Minha mão deve simplesmente responder obediente e servil aos impulsos dos meus desejos. Ela está sempre subordinada e dependente da minha suprema vontade. Vez macia, fraca, leve, lânguida quase débil. Vez rija, consistente, valente, brava quase cruel.

Determino que minha mão, em movimentos contínuos, deva deslocar uma grafita calcada sobre uma superfície qualquer, fazendo coincidir exatamente no mesmo ponto em que dirijo meus olhos com a ponta da grafita.Estou desenhando!

O nada tornou-se forma visível. Definiu espaço. Espaço confinado por linhas e massas que se relacionam entre si. Desenho é a relação dimensional entre as partes do conjunto. Veja! Eu poderia desenhar uma flecha. Eu poderia desenhar um bisão... Mas acho que meus ancestrais já desenharam isso nas paredes das cavernas de Lascaux, Altamira e Goiás Velho. Acho até que, conforme iam desenhando essas figuras, acreditavam possuí-las na realidade. Mas essa é uma outra história.


Diponível em :  http://www.artenaescola.org.br/pesquise_artigos.php